O avanço da indústria no interior baiano: o que o investimento da fabricante de marcas como Fila e New Balance nos ensina
Fabricante da Fila, New Balance, Umbro e Osklen na Bahia: O que a nova fábrica revela sobre a interiorização da indústria
A instalação do Grupo Dass em Ibicuí (BA) joga luz sobre um movimento estratégico do setor produtivo brasileiro: a busca por eficiência fora dos grandes centros urbanos.
O mapa industrial brasileiro está passando por uma reconfiguração silenciosa, mas de forte impacto econômico. Um dos exemplos mais recentes desse movimento é o anúncio do Grupo Dass — multinacional responsável pela produção e gestão de marcas globais como Fila, Umbro, New Balance e Osklen — que iniciou a construção de uma nova unidade fabril no município de Ibicuí, no Médio Sudoeste da Bahia.
Com uma previsão inicial de gerar 650 empregos diretos, o projeto vai muito além da expansão da capacidade produtiva da empresa. Ele reflete uma estratégia de interiorização que vem sendo adotada por gigantes do setor de manufatura para garantir competitividade a longo prazo.
O efeito multiplicador na economia local
Cidades de pequeno e médio porte, como Ibicuí (com cerca de 14 mil habitantes), historicamente sustentam suas economias na administração pública, no comércio local e, no caso específico da cidade, no forte turismo de sua tradicional festa de São João. A chegada de uma indústria com centenas de vagas formais diversifica essa base econômica de forma imediata, injetando previsibilidade financeira na região.

Projeto de nova fábrica na bahia.
A decisão de afastar grandes plantas fabris dos eixos metropolitanos não é acidental. O movimento de interiorização na Bahia e em outros estados do Nordeste é impulsionado por uma combinação de fatores estruturais:
1. Custo Operacional e Mão de Obra: Grandes centros urbanos sofrem com o encarecimento imobiliário e a alta rotatividade de funcionários. No interior, as indústrias encontram terrenos viáveis para plantas horizontais expansivas e uma força de trabalho com maior retenção.
2. Políticas de Incentivo: Programas de desenvolvimento regional oferecem atrativos fiscais fundamentais para viabilizar operações de margem apertada, como é o caso da indústria calçadista e têxtil.
3. Logística Pulverizada: Com as cadeias de suprimentos cada vez mais descentralizadas, estar posicionado estrategicamente no interior do Nordeste permite escoar a produção com eficiência para diferentes partes do país, pulverizando o risco logístico de concentrar tudo no Sudeste.
O Nordeste como hub de sourcing
Ao integrar atividades de produção e logística em um município fora do radar industrial tradicional, o Grupo Dass demonstra que a eficiência operacional independe da localização geográfica, desde que haja planejamento estrutural. O investimento consolida ainda mais a região Nordeste como um dos polos de sourcing (fornecimento e fabricação) mais estratégicos das Américas para o setor de artigos esportivos.
Fonte: Dados baseados em informações veiculadas pelos portais Na Hora da Notícia e N1N.
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